Ser um homem de negócios é um chamado?

Work-Ministry[1]

Graça e Paz, querido(a) leitor(a)!

Nesse texto ainda iremos abordar o tema “O Trabalho é uma maldição?”, pontuado de forma sucinta o que é necessário observarmos em nosso trabalho para identificar se ele agrada a Deus, afinal se você está lendo esse texto acredito que tenha interesse em agradar a Deus também com o seu trabalho e quero lhe parabenizar por esse grande passo e isso mostra que deseja a cada dia estar no centro da vontade de Deus.

A maioria das pessoas pensa que os assim chamados trabalhos seculares têm apenas valor extrínseco, enquanto o ministério e as profissões que ajudam as pessoas têm tanto valor extrínseco quanto intrínseco.
Um trabalho que tem valor extrínseco vale pelo que ele produz: dinheiro, prestígio ou talvez um suporte para uma missão. Um trabalho que tem valor intrínseco vale por si mesmo.
Afinal, que tipo de trabalho que importa para Deus?
De forma resumida demonstra o teólogo R. Paul Stevans em seu trabalho Deus e o mundo dos negócios, que um trabalho que agrada a Deus exige de nós uma percepção reflexiva voltada a alguns fatores que podem nos ajudar a descobrir se estamos no centro da vontade do nosso Deus.
Em primeiro lugar, tal serviço precisa ser ordenado por Deus. Ele precisa ser parte do chamado de Deus. Gênesis 1:28 “E Deus os abençoou, dizendo: – Tenham muitos e muitos filhos: espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão.” Essa passagem nos mostra que Deus os ordenou a fim de que cuidassem e desenvolvessem o potencial da criação e fazendo assim, os trabalhadores encontram no “serviço do Senhor” a função de criar, sustentar, redimir e realizar.
Em segundo lugar, precisa ser sincronizado com o propósito de Deus.
Em terceiro lugar, precisa ser um bom trabalho virtuosamente comprometido à maneira de Deus e para um trabalho ser bom, humano e virtuoso há alguns critérios a serem pontuados, mas desenvolveremos esse tema em uma próxima oportunidade.
Em quarto lugar, o trabalho deve ter um valor duradouro. Mas, o que é duradouro, como Paulo deixa claro em 1Coríntios 3.10-15 e 13.13 não é a fé, a esperança e o amor, como virtudes “puras”, desapegadas de nossas vidas, mas o que é feito em fé, esperança e amor. Esses trabalhos encontrarão o seu lugar no “novo céu e nova terra” Apocalipse 21.1
Em quarto lugar, nosso trabalho pode glorificar a Deus. É claro que ele é glorificado no culto e no evangelismo, em dar ao próximo e no exercício da fé, mas Deus também é glorificado quando o imitamos, ocupando-nos com atividades que são únicas aos seres humanos, criaturas à imagem de Deus. Isso inclui ser um empresário (imitando Deus, que exerce autoridade), ser um produtor (imitando Deus, que cria) e empregar funcionários (pagar alguém por seu trabalho é uma atividade única do ser humano). Mas, por ultimo, em quinto lugar. Deus gosta do nosso trabalho e isso nos remete a frase dita à pessoa com cinco talentos: “Venha e participe da alegria do seu Senhor!
Primeiro abordamos que é permitido e agora veremos não apenas a permissão, mas a convicção. “É importante distinguir a questão se o cristão pode trabalhar no mundo dos negócios da questão se ele pode ser chamado para o mundo dos negócios.”
Ser um homem de negócios é um chamado? Você sabe a direção que está indo? Qual é o seu chamado? Quando temos a noção de um chamado, ele dá direção e propósito às nossas vidas, porque o Criador nos convoca a uma relação pessoal com Deus e um maravilhoso propósito que irá transcender esta vida. A palavra “vocação” vem do latim vocare, que significa “chamar”. Infelizmente “vocação” é usada normalmente para se referir a uma ocupação ou uma carreira escolhida pela própria pessoa. Seria útil se pudéssemos eliminar a palavra “vocação” do nosso vocabulário e substituí-la por “chamado”, o que traz a questão:  “Quem está chamando? Afinal, para uma pessoa ser chamada, é preciso existir um chamador”, e este é Deus. Em primeiro lugar, somos chamados para seguir Alguém antes de sermos chamados para fazer algo. Então, o chamado começa com o convite de Jesus para nos chegarmos a ele do jeito que somos.
“Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo”. Habacuque 2:2
O planejamento de qualquer negócio começa com “missão” e “visão”, que se refere ao propósito da empresa e como ela se vê daqui a algum tempo, em que posição deseja estar de que forma quer ser conhecida. Você precisa ter clareza sobre o que deseja para sua vida. Qual a sua missão, sua razão de ser? Aonde pretende chegar? Como quer ser reconhecido? A escolha é sua. Talvez, na sua profissão ou a sua carreira, você já tenha preparado ou lidado com planejamento estratégico, mas e na sua vida? Você já analisou qual a sua missão, sua visão e seus valores? Já fez um estudo sobre suas forças e fraquezas? Das possibilidades e ameaças que tem pela frente? Quando a busca é séria, vale a pena fazer perguntas e buscar respostas.
Enquanto não existe uma passagem bíblica específica indicando que aquelas pessoas são convocadas para o trabalho secular por um chamado sobrenatural de Deus, fortes fundamentos bíblicos apoiam a ideia de que o mundo dos negócios é parte do chamado de Deus para algumas pessoas, mas isso abordaremos na próxima semana e também iremos tratar da questão “O lado empresarial do ministério”.
Até a próxima semana e ótima leitura,
Mell

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